terça-feira, 13 de junho de 2017

Prólogo: A História a ser Contada

Havia um imenso salão feito de pedras rusticas, ricas em detalhes e adornos, havia milhares de tomos e pergaminhos, que se espalhavam pelo chão e pelas paredes. Uma anciã sobre mantos simples caminhava devagar e tranquilamente pelo imenso salão até chegar próxima a uma enorme tapeceira que adornava uma das paredes, nela continha uma gravura de um grande continente e podiam-se ver as nuvens se mexendo, as marés indo e vindo, florestas, montanhas, vilas, reinos inteiros e os habitantes daquela terra. Retirou o manto que lhe cobria a cabeça e olhou calmamente a tapeçaria, ela tinha longos cabelos brancos, um rosto enrugado que transparecia tranquilidade e sabedoria, seus olhos eram quase cinza, pois perdera a cor com os anos e já haviam visto muitas coisas. Olhou por um tempo a tapeceira, que também era um mundo.

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Arton é um mundo mágico e fantástico como tantos outros, muito semelhante à terra, o sol é amarelo, o céu é azul, a lua e prateada... Arton é uma terra vasta, na verdade é o nome de um dos dois gigantescos continentes (o continente norte), que para os povos que o habitam é chamado de mundo, pois para eles ali estão todas as terras conhecidas, embora possa haver outros continentes além dos mares e oceanos. Arton é habitada pelas mais variadas raças e povos conhecidos, e nele existe o reinado, um grande conglomerado de reinos e nações, o mundo civilizado onde se concentra grande parte da população do continente. Arton é um mundo de problemas e mistérios, embora a tormenta seja a principal ameaça do mundo, inúmeras outras perturbam a paz e a tranquilidade de seus habitantes, mas para isso Arton conta com sua população de heróis, que estão em toda parte, nos reinos, cidades e aldeias. Em Arton, uma a cada dez pessoas são aventureiros. Para eles, não faltam masmorras para explorar, monstros a caçar e donzelas a salvar. Por isso, é comum ver grupos de aventureiros perambulando pelos reinos, almejando ajudar pessoas, conquistar fama, fortuna e aventura.
- Por que contar histórias? – Disse com uma voz rasgada e calma de senhora.
- Palavras são capazes de transmitir ideias, conceitos. E os contos são capazes de despertar a imaginação, de dar vida a uma história, passar uma mensagem, magia e cultura, á aqueles que ouvem com atenção – continuou enquanto caminhava olhando a tapeceira.
- Então, deixem-me lhes contar uma história, uma história sobre reinos, espada e magia, uma história sobre vilões terríveis e monstros aterrorizantes, uma história sobre uma tempestade profana que varre tudo em seu caminho, uma história de romances e paixões eternas, uma história, sobre um grupo de aventureiros e suas aventuras, mas ainda assim, uma história com um final obscuro... A História do triste Fim.

Arte Original:  Andre Vazzios

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